Se você chegou aos 45, 50 anos e começou a sentir aquelas ondas de calor repentinas, no rosto, no pescoço, no peito, saiba que isso tem nome: são os fogachos, ou calorões, um dos sinais mais frequentes do climatério. E a primeira coisa que costumo dizer em consulta é: você não precisa simplesmente “aguentar”.

Por que os calorões acontecem?

O climatério é a fase de transição que antecede e acompanha a menopausa. Nesse período, a produção de estrogênio pelos ovários diminui de forma gradual. Essa mudança hormonal afeta o centro que regula a temperatura do corpo, no cérebro, e o resultado são aquelas ondas de calor, às vezes acompanhadas de suor, palpitação e alterações no sono.

A intensidade varia muito de mulher para mulher. Algumas sentem episódios leves e ocasionais; outras têm calorões frequentes que atrapalham o trabalho, o descanso e a qualidade de vida.

Quando procurar ajuda

Se os calorões, a insônia ou as mudanças de humor estão atrapalhando o seu dia a dia, vale conversar com um ginecologista. Não existe um número “certo” de sintomas para buscar acompanhamento, o que importa é como você está se sentindo.

Existe tratamento?

Sim, há caminhos, e eles são individualizados. Não existe uma fórmula única que sirva para todas as mulheres. O acompanhamento começa por entender o seu histórico, seus sintomas e seus exames, para então decidir, junto com você, qual abordagem faz mais sentido.

De modo geral, as opções costumam combinar:

Hábitos e estilo de vida: sono, alimentação, atividade física e manejo do estresse têm impacto real sobre os sintomas.

Acompanhamento clínico regular: avaliar saúde óssea, cardiovascular e bem-estar geral, que merecem atenção nessa fase.

Terapias específicas, quando indicadas: incluindo a terapia hormonal, sempre avaliada caso a caso, com seus riscos e benefícios conversados abertamente.

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E a reposição hormonal, faz mal?

É a dúvida que mais escuto. A terapia hormonal pode ser uma aliada importante para muitas mulheres, mas não é indicada para todas, e essa é justamente a razão de a decisão ser sempre conversada individualmente. O que funciona para uma amiga ou parente pode não ser o ideal para você.

O caminho mais seguro não é buscar receitas prontas na internet, e sim avaliar o seu histórico com um médico de confiança, que possa acompanhar você ao longo do tempo e ajustar a conduta conforme a sua resposta.

“O climatério não é um problema a ser resolvido às pressas. É uma fase da vida que merece escuta e acompanhamento.”

O resumo que importa

Calorões têm, sim, formas de acompanhamento, e você não precisa enfrentá-los sozinha. Com avaliação cuidadosa e uma relação de confiança com o seu médico, é possível atravessar o climatério com mais conforto e qualidade de vida.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. O acompanhamento de cada caso deve ser individualizado.